Analisar um jogador de Counter-Strike vai muito além de olhar o Rating da HLTV. Embora o Rating 3.0 seja a principal métrica de desempenho individual do cenário competitivo, ele não é capaz de explicar sozinho o estilo de jogo, as responsabilidades dentro do servidor ou a forma como cada atleta impacta as partidas.
Pensando nisso, desenvolvemos um sistema próprio de avaliação para os Player Cards, com o objetivo de transformar números brutos em características facilmente compreensíveis, de modo divertido e dinâmico. Você encontra os times nos seguintes links:
O próximo, e por enquanto, último jogador da nossa lista de promessas e talentos “escondidos” do cenário sul-americano de CS2 é Lucas “Tatu” Santana, rifler brasileiro de 21 anos.
Tatu começou sua trajetória no cenário amador em 2023, disputando diversos campeonatos nacionais, como as Séries A e B da Gamers Club, além de ligas da ESEA. O principal destaque desse período aconteceu durante sua passagem pela Floripa Stars, organização onde atuou entre o meio de 2023 e junho de 2024.
As boas performances no cenário amador acabaram rendendo ao brasileiro uma oportunidade na paiN Academy, equipe que defende até hoje. Desde sua chegada à organização, Tatu mantém rating geral de 1.06, número que subiu ligeiramente em 2026, alcançando 1.08 — dividido entre 1.06 do lado TR e 1.09 pelo lado CT.
O principal destaque do player aparece justamente no lado CT, onde atua como rotator agressivo e bastante ativo nas primeiras disputas dos rounds. Seus 25.7% de tentativas de opening kills mostram um jogador constantemente envolvido em busca de informação e espaço defensivo, mantendo ainda 56.1% de sucesso nas aberturas durante o ano. Outro número que chama bastante atenção são seus 49.9% de rounds com multi-kills pelo lado CT — índice alto e que mostra capacidade consistente de impacto defensivo.
De CT, o brasileiro atua majoritariamente em posições de rotação e agressivas pelo mapa. Na Anubis, joga pelo meio; na Mirage, atua pela varanda; na Dust2, trabalha pelo meio; enquanto na Nuke joga pelo fora. Já na Inferno, atua pela região da banana.
O único mapa em que o brasileiro exerce função de âncora acontece na Overpass, onde atua como um dos anchors da A. Mesmo fora de sua função principal, Tatu também apresenta ótimos números: nos últimos três meses, registra 1.28 de rating em 62 rounds como âncora, além de impressionante opening KD de 2.14 e 35% de tentativas de opening.
O único mapa em que o brasileiro exerce função de âncora acontece na Overpass, onde atua como um dos anchors da A. Mesmo fora de sua função principal, Tatu também apresenta ótimos números: nos últimos três meses, registra 1.28 de rating em 62 rounds como âncora, além de impressionante opening KD de 2.14 e 35% de tentativas de opening.
Na Inferno, trabalha bastante pela banana; na Anubis, atua novamente pelo meio; enquanto na Dust2 joga frequentemente pelo escuro baixo, sendo um dos responsáveis por abrir espaço e gerar informação. Na Overpass, costuma ser o primeiro jogador envolvido nas entradas da A, enquanto na Nuke exerce função semelhante pelo fora. O mapa da Mirage ele transita bastante de acordo com o round, fazendo papel também como half-lurker na B.
Outro destaque importante aparece em rounds pistola, principalmente do lado TR, onde Tatu registra rating de 1.23 — número bastante sólido para um jogador constantemente envolvido em primeiras trocas e disputas diretas.
De maneira geral, Tatu demonstra perfil bastante agressivo e proativo dos dois lados do mapa. Seja atuando como rotator defensivo ou como opener no TR, o brasileiro constantemente busca espaço, informação e impacto inicial para sua equipe, aparecendo como um jogador de estilo bastante ativo dentro do servidor.
O valor do índice de scout é baseado em uma fórmula matemática que usa os seis parâmetros no card para o cálculo. Os stats usados nessa série de análises são tirados do site da HLTV.
O próximo jogador da nossa lista de promessas e talentos “escondidos” do cenário sul-americano de CS2 é o brasileiro Rickson “Rkzinho” Ribeiro Dias, rifler de apenas 16 anos.
Sua trajetória no cenário profissional começou em junho de 2025, quando apareceu na paiN Academy. O jogador permaneceu ligado à equipe de base da organização até dezembro de 2025 e, desde então, passou um período transitando entre mixes e lineups nacionais, atuando como complete para diferentes equipes — em especial no Mix do “Players”.
Já em abril de 2026, voltou a disputar partidas pelo Academy da paiN, mas sem anúncio oficial de reintegração ao elenco. Desde o retorno, porém, o jovem vem apresentando bom desempenho individual e ganhando destaque dentro da lineup, mantendo uma sequência consistente de atuações positivas.
Mesmo muito jovem e ainda em processo de desenvolvimento, Rkzinho já apresenta números bastante interessantes. Em 2026, o player acumula rating geral de 1.12 — um índice sólido para qualquer rifler do cenário nacional e ainda mais relevante considerando sua idade e pouca experiência competitiva.
O principal destaque do jogador aparece no lado TR, onde mantém rating de 1.15 e um firepower de 86. Na maior parte dos mapas, Rkzinho exerce o papel de lurker clássico:
Na Inferno, trabalha majoritariamente pelo tapete; na Dust2, ocupa a função de lurker B; na Nuke, atua bastante pelo miolo; enquanto na Mirage joga ponta A. Já na Anubis, o brasileiro assume uma função de half-lurker, jogando mais próximo da equipe.
Mesmo desempenhando funções naturalmente mais lentas e pacientes, Rkzinho não chega a ser um jogador passivo. Seus 19.9% de tentativas de opening kills demonstram participação razoável nas primeiras disputas dos rounds e certa proatividade do player.
Outro ponto que chama atenção no lado terrorista é sua capacidade de gerar impacto em trocas. Rkzinho registra 0.23 trade kills por round e 31.3% de rounds com trades, números bem altos. O jovem também apresenta enorme destaque em rounds pistol – pelo lado TR, seu rating chega a 1.58, um valor muito bom.
Já no lado CT, seus números são um pouco mais modestos, embora ainda positivos. O jogador mantém rating de 1.08 na defesa e segue contribuindo bem em rounds pistola, com 1.37 de rating. Diferente do TR, porém, seu impacto defensivo aparece muito mais dentro do contexto tático das funções que exerce do que necessariamente através do firepower bruto.
O player atua como âncora — e alguns mapas, faz o âncora principal, função associada às posições mais difíceis do mapa.
Na Nuke, joga na rampa; na Dust2, é responsável por ser o solo bomb B; e na Overpass, também atua na B, pelo monstro. Já em mapas como Ancient, Inferno, Mirage e Anubis, o brasileiro exerce funções de âncora secundário, ocupando posições mais favoráveis para holds e trocas: B da Ancient, A da Mirage, B da Anubis e A da Inferno.
Com apenas 16 anos, o brasileiro já demonstra bom entendimento tático para funções solitárias dos dois lados do jogo, além de apresentar boa performance e consistência. Mesmo sem ser um jogador “pronto”, faltando mais experiência, Rkzinho aparece como um nome muito interessante dentro da nova geração do cenário nacional.
O valor do índice de scout é baseado em uma fórmula matemática que usa os seis parâmetros no card para o cálculo. Os stats usados nessa série de análises são tirados do site da HLTV.
O nome mais conhecido — e também o mais jovem — da nossa série de análises até o momento é Gustavo “gtw” Porfirio, uma das grandes promessas do cenário brasileiro de CS2 e o nono player a aparecer aqui no RetakeScout. Com apenas 15 anos, e próximo de completar 16, o adolescente já demonstra potencial para se tornar uma estrela do CS nacional.
O jovem apareceu no cenário competitivo pela equipe de base da Red Canids, em setembro de 2024, organização na qual permanece até hoje. Gtw já chegou, inclusive, a completar pelo time principal e, muito provavelmente, aguarda apenas completar 16 anos — idade mínima exigida em muitos campeonatos e torneios — para garantir de vez seu espaço na equipe profissional.
Em quase dois anos atuando sob a tag, o player manteve um rating alto e consistente de 1.12, com destaque para seu lado CT, onde alcança média de 1.17. Já pelo TR, apresenta números mais discretos, mas ainda sólidos, com rating de 1.06. Tudo isso lhe garante um índice de scout de 7.1, com o adicional impressionante de ter apenas 15 anos de idade.
Seu estilo de jogo é mais passivo, tanto pelo lado CT quanto pelo TR, com índices baixos de opening attempts: 14.3% na defesa e 17% no ataque. No lado CT, inclusive, o jogador exerce funções híbridas, atuando tanto como âncora quanto como rotator, se destacando principalmente pela quantidade de trade kills realizadas: 0.22 por round, além de 56.6% de rounds com kills — números bastante altos.
Pelo TR, o jogador atua nas pontas e em regiões de rotação, jogando como um half-lurker. Costuma aproveitar situações de trade quando a equipe ataca o lado em que está posicionado no round ou cortar as movimentações inimigas quando acaba ficando mais distante do restante do time, mostrando qualidade para atuar de forma mais isolada.
Recentemente, porém, é possível observar uma tendência mais agressiva no estilo de jogo do player, ao menos em seus últimos nove mapas disputados. Gtw vem se aventurando mais em ambos os lados do jogo, registrando 18% de opening attempts no TR — acompanhado de um K/D de 1.40 — e 20% no CT. Ainda assim, como a amostragem é pequena, não é possível afirmar se esse será um padrão definitivo em seu jogo.
Com apenas 15 anos, experiência no cenário profissional e bom desempenho no academy, gtw já é o nome mais comentado entre as promessas brasileiras do CS. O que falta agora para o jogador é a oportunidade de competir com mais frequência em níveis maiores para, enfim, se consolidar de vez no alto nível brasileiro.
O valor do índice de scout é baseado em uma fórmula matemática que usa os seis parâmetros no card para o cálculo. Os stats usados nessa série de análises são tirados do site da HLTV.
O oitavo jogador da nossa lista de promessas e talentos “escondidos” do cenário sul-americano de CS2 é o AWPer brasileiro Lucas “Lcs” Martins, de 22 anos.
Sua trajetória no cenário profissional começou em fevereiro de 2025, quando apareceu na equipe da BURN, permanecendo no time até julho do mesmo ano, quando se transferiu para o mix “Bad Luck”, elenco no qual ficou apenas até agosto. O player também conta com uma passagem pela org da W7M.
Sem equipe após sair do mix, Lcs acabou indo para os MAGICOS, onde encontrou certa estabilidade, permanecendo na tag entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026. Durante sua passagem, registrou um rating bom, mas ainda modesto, de 1.05.
Já nos meses de março e abril de 2026, o jogador atuou pela Metanoia, mantendo números semelhantes, com rating de 1.04. Atualmente, Lcs está no banco da organização e acumula um rating de 1.09 no ano — o quinto maior entre os AWPers brasileiros no período – e suficiente para um scout index de 6.8/10.
Seguindo a tendência mundial, o player possui um lado CT mais forte e agressivo, com 21.6% de tentativas de opening kills e 70.4% de sucesso, além de manter um rating de 1.10 na defesa — números que mostram um AWPer de agressividade moderada e alto índice de efetividade.
Pelo lado TR, ele atua mais como um AWPer de suporte, registrando 0.10 assistências de flash por round, um número bastante alto para a função. O jogador também mantém um bom desempenho no lado atacante, com rating de 1.08 no ano.
Ainda tentando se estabilizar no cenário profissional, Lcs já demonstra qualidade mesmo dentro do contexto de “vai e vem” das equipes na selva brasileira, e tudo indica que o player está preparado para dar o próximo passo na carreira.
O valor do índice de scout é baseado em uma fórmula matemática que usa os seis parâmetros no card para o cálculo. Os stats usados nessa série de análises são tirados do site da HLTV.
Mais um argentino entra na nossa lista de promessas e talentos “desconhecidos”. O sétimo nome analisado atua pela R2 e é o de Maximiliano “maaxg1” Gimenez, de 24 anos.
O player apareceu pela primeira vez no cenário profissional atuando pela Velox, em outubro de 2024, sem grande destaque e com números mais modestos, registrando apenas 0.92 de rating. Permaneceu sob a tag até junho de 2025, quando a organização se reinventou como R2 Esports Club. A partir daí, seu jogo também começou a mudar.
Já como jogador da R2, maaxg1 passou a melhorar suas performances de forma considerável, atuando com mais consistência e alcançando uma média de 1.09 de rating desde então, tornando-se um player mais sólido. Em 2026, seu rating médio pelo lado CT é de 1.14 até o momento em que esta análise é escrita, além de contar com um bom número de 1.08 no TR.
O player é o âncora dedicado da equipe, variando entre a função de âncora primário — nas posições mais difíceis de se segurar — e secundário, em locais onde o hold é mais favorável. Ainda assim, consegue ser muito sólido na função, mesmo frequentemente jogando em situações de desvantagem. Seu rating de 1.35 em pistol rounds também merece destaque.
Pelo lado TR, atua nas pontas, principalmente como lurker, jogando de maneira mais isolada e apresentando uma agressividade moderada, com 22.3% de tentativas de opening kills no ataque. Dependendo da situação do round, também pode atuar como trader ou playmaker.
Com um índice de scout de 6.9/10, maaxg1 demonstra solidez defensiva e versatilidade no ataque, exercendo posições e funções que muitos consideram típicas do jogador “sacrifício”. No caso dele, porém, essas responsabilidades servem para colocá-lo nesta lista como um nome para ficar de olho no futuro.
O valor do índice de scout é baseado em uma fórmula matemática que usa os seis parâmetros no card para o cálculo. Os stats usados nessa série de análises são tirados do site da HLTV.
O sexto nome da nossa lista de análises sobre promessas e joias “escondidas” do CS sul-americano vem da Yawara e atua no cenário profissional desde 2022. Hoje vamos falar de Cayo de Mello Santos, conhecido ingame pelo nick r3kt.
Iniciando sua trajetória profissional pela AJF, o player demorou um pouco para se firmar no competitivo. Transitava entre o cenário profissional e o amador, acumulando passagens também pela BeBold e pela academy da ODDIK, vindo a se estabilizar apenas no fim de 2025, no mix “Prison Breakers”, onde inclusive atuou ao lado de outra promessa já analisada anteriormente pelo RetakeScout: pepe, atualmente na Bounty Hunters.
Após se destacar no mix, r3kt ainda teve passagens curtas pela paiN Academy e pelo Vasco, até assinar com a Yawara no início de maio, após um breve período de testes. E, em pouco tempo na organização mato-grossense, o jogador já mostrou a que veio, mantendo um rating geral de 1.10 e se destacando especialmente pelo lado CT, com 1.14. Por outro lado, ainda apresenta certa dificuldade no TR, onde o rating cai para 1.05 — abaixo de sua média dos últimos 12 meses, que é de 1.10.
O jogador desempenha funções de âncora pelo lado CT, atuando nas “piores” posições em alguns mapas, como rampa na Nuke e B solo na Dust2, além de outras mais “confortáveis”, como B fixo na Anubis e âncora A na Mirage. O único mapa em que não exerce a função de âncora é na Overpass, onde costuma jogar no esgoto B, posição em que apresenta características mais voltadas para um rotator.
Pelo lado TR, atua nas pontas como lurker ou half-lurker, dependendo do mapa e da situação do round. Mesmo após mudar de posições nas quais apresentava excelentes números antes da chegada à Yawara — como lurker B na Mirage e miolo na Nuke —, seu lado atacante segue sólido, com destaque para sua habilidade em clutchs: 83/100 na métrica da HLTV durante os 35 mapas disputados pela equipe atual.
Sendo assim, r3kt mostra ser um jogador que, desde que conseguiu se firmar no cenário profissional, mantém uma notável consistência, mesmo exercendo funções complicadas ou atuando em posições diferentes daquelas em que performa melhor. Adaptando-se e evoluindo constantemente, o jovem se mostra mais um talento preparado para batalhar na selva brasileira e, quem sabe, também enfrentar os grandes times da América do Sul.
O valor do índice de scout é baseado em uma fórmula matemática que usa os seis parâmetros no card para o cálculo. Os stats usados nessa série de análises são tirados do site da HLTV.
Dando continuidade à série de análises sobre promessas e joias “escondidas” do cenário sul-americano de CS2, falamos agora de um nome que está muito perto de se tornar o novo reforço do Fluxo: o jovem João “Ltz” Bonetti, de 21 anos.
O jogador apareceu no cenário competitivo profissional pela C4 Base, em setembro de 2023. Porém, só passou a ter atuações mais consistentes em junho de 2025, no mix “Tropa do KinGui”, onde conseguiu se destacar sustentando um rating de 1.08.
Em outubro do mesmo ano, o elenco foi para a organização da Four Magic, permanecendo até fevereiro de 2026. Sem grande destaque coletivo, a equipe acabou deixando a organização e, agora sob a tag da UNO MILLE, Ltz vive o melhor momento de sua carreira, ostentando incríveis 1.21 de rating e recebendo um “índice de scout” de 9.0/10 — o maior de nossa análise até o momento, e (spoiler) que seguirá sendo o maior até o fim da série.
Card feito por @SeteSoares
O jogador, que de acordo com notícias recentes do cenário, estaria fechado com o Fluxo, atualmente exerce uma função híbrida pelo lado CT. Dos seis mapas que sua equipe joga atualmente, ele atua como rotator em três deles — Inferno, Mirage e Overpass —, enquanto em Nuke, Anubis e Dust2 exerce a função de âncora secundário (aquele que não joga nas piores posições).
No suposto novo time do Fluxo, a tendência é que ele divida a função de âncora com dav1deus e/ou outro player, já que o chileno tem um estilo de jogo muito semelhante ao de Ltz, desempenhando muitas funções/posições iguais. O brasileiro pode inclusive ser o escolhido para assumir o papel de “sacrifício” da equipe no lado CT, coisa que ja aconteceu no passado dos times da org. Caso isso aconteça, pode impactar negativamente seu desempenho e potencial dentro do servidor.
Pelo TR, o jogador costuma atuar nas pontas, especialmente como half-lurker. Porém, ao invés de buscar jogadas individuais de forma isolada, normalmente se associa ao restante do grupo, atuando como playmaker ou trader, dependendo da situação específica do round.
Além de muito promissor, o jogador apresenta características versáteis em seu estilo de jogo, conseguindo se encaixar em diferentes funções dentro de uma equipe e se destacando principalmente quando atua com mais liberdade. No Fluxo, talvez precise passar por um período de adaptação por conta da suposta nova line, que pode optar por deixá-lo com responsabilidades mais coletivas e difíceis. Ainda assim, Ltz se mostra um jogador extremamente interessante e que, se bem utilizado, pode fazer a diferença desde já.
O valor do índice de scout é baseado em uma fórmula matemática que usa os seis parâmetros no card para o cálculo. Os stats usados nessa série de análises são tirados do site da HLTV.
Um novo projeto de código aberto promete melhoras a latencia no CS . A projeto ganhou mais alcance no CS após ser divulgada pelo perfil @ThourCS2, no X (antigo Twitter), chamando a atenção da comunidade.
A new Vulkan layer brings NVIDIA Reflex-style low latency to AMD & Intel GPUs by implementing VK_NV_low_latency2 and VK_AMD_anti_lag in a hardware-agnostic way.
Paired with dxvk-nvapi, Proton games can get lower click-to-photon latency without official driver support. pic.twitter.com/36NHnw3inM
Batizado de low_latency_layer, o projeto desenvolvido em C+ consiste em uma camada implícita da API Vulkan que implementa tecnologias de redução de latência tanto da AMD quanto da NVIDIA de forma totalmente agnóstica de hardware.
Na prática, isso significa que recursos exclusivos, como o NVIDIA Reflex e o AMD Anti-Lag, agora podem ser ativados em GPUs da AMD (mais antigas) e da Intel.
Fim da disparidade de hardware
No cenário atual de jogos para PC, existe uma disparidade de suporte: consideravelmente mais aplicativos e jogos oferecem suporte nativo ao NVIDIA Reflex do que ao AMD Anti-Lag. Isso deixava os usuários de placas de vídeo Radeon ou Intel Arc em desvantagem no tempo de resposta.
O low_latency_layer resolve esse problema implementando as extensões de dispositivo VK_NV_low_latency2 e VK_AMD_anti_lag. Quando utilizado em conjunto com o dxvk-nvapi (que repassa as chamadas relevantes do sistema), a camada ignora a necessidade de suporte oficial direto no nível do driver da placa de vídeo. O jogo “acredita” que está conversando com a tecnologia nativa, permitindo que a redução de latência funcione de forma universal.
Benchmarks: Linux melhor que o Windows no CS2
A Korthos Software, responsável pelo projeto, conduziu testes em um ambiente de peças de alto desempenho, utilizando um processador AMD Ryzen 7 9800X3D e uma Radeon RX 7900 XTX rodando Gentoo Linux com KDE Plasma 6.6. O foco foi testar resoluções mais baixas e altas taxas de atualização para isolar a latência da forma mais precisa possível.
Os resultados em Counter-Strike 2 (CS2), destacados por ThourCS2, chamam atenção:
Melhor que no Windows: Ao contrário de jogos onde os resultados foram apenas equivalentes, no CS2, tanto as implementações do Reflex quanto do Anti-Lag 2 via low_latency_layer no Linux bateram claramente os números nativos do sistema operacional da Microsoft em termos absolutos de baixa latência.
Empate técnico: As tecnologias Reflex e Anti-Lag 2 apresentaram desempenho idêntico quando rodadas através desta camada.
Problemas no ecossistema nativo expostos: Os testes também apontaram que a camada Vulkan Anti-Lag nativa do driver Mesa no Linux não está gerando reduções reais. Além disso, rodar o CS2 com a API Vulkan no Windows causou uma regressão na latência base, que o Anti-Lag 2 oficial da AMD não conseguiu recuperar.
Como testar?
Para quem quiser testar o programa, as instruções de instalação e gráficos completos de benchmark estão disponíveis publicamente na página do low_latency_layer no GitHub.