“Ele é um segundo pai”: molodoy reflete sobre aposentadoria de FalleN e sua evolução na FURIA
Em uma entrevista concedida à BLAST durante o torneio BLAST Rivals 2026 Season 1, e publicada posteriormente no portal oficial da organizadora, o astro da FURIA, molodoy, abriu o jogo sobre o momento atual da equipe. Em conversa com o repórter Sam McKenzie, o AWPer detalhou como a iminente aposentadoria de Gabriel “FalleN” Toledo está moldando não apenas o clima no vestiário, mas o seu próprio estilo de jogo.
A Mudança de Mentalidade: Do Individual ao Coletivo
Conhecido por seu estilo explosivo e, por vezes, individualista, molodoy revelou que o ano de 2026 marca uma fase de amadurecimento tático. Ele explicou que a busca pela consistência da FURIA passa por uma comunicação muito mais clara e menos baseada no instinto solitário.
“Talvez no passado eu tivesse a mentalidade de jogar para mim mesmo, mas agora minha mente mudou para ajudar o time da melhor forma”, afirmou o jogador. “Às vezes jogo de forma mais lenta, sem dar o ‘peek’, mas o principal é fazer isso com o time. No passado, eu fazia as coisas sem dizer nada; agora, se eu quero fazer algo, eu sempre aviso.”
O Peso do Legado de FalleN
O anúncio de que o “Professor” deixará os palcos ao fim de 2026, feito originalmente no IEM Rio, ainda ecoa profundamente em molodoy. O jovem descreveu FalleN como um “segundo pai”, destacando a gratidão pelo homem que lhe entregou a AWP e o guiou ao cenário de elite.
- Impacto emocional: molodoy admitiu que o anúncio foi um choque (soube apenas um dia antes) e que a despedida será difícil.
- Foco em troféus: Em vez de sentir pressão, o jogador afirma que o elenco está focado em “aproveitar o momento” e dar ao capitão mais conquistas antes da aposentadoria.
O Futuro da FURIA
Com o contrato de FalleN chegando ao fim e o cenário brasileiro em expectativa, molodoy foi questionado pela BLAST sobre o futuro da organização em 2027. Embora o planejamento já esteja ocorrendo nos bastidores, o jogador preferiu manter o mistério sobre uma possível internacionalização do elenco.
“Estamos pensando no próximo ano e temos tempo para refletir, o que é bom”, limitou-se a dizer sobre a possibilidade de manter um núcleo 100% brasileiro ou abrir as portas para estrangeiros.